Carlos Lacerda, maior bandeira da extinta UDN, deve estar se remoendo no túmulo com a crise entre tucanos e democratas por conta da escolha do vice de Serra.
Tudo começou com uma informação no Twitter, protagonizada pelo fanfarrão Roberto Jefferson, do PTB.
Acostumado a criar fatos políticos, Jefferson confidenciou uma informação que era desconhecida dos Democratas, expondo o senador Álvaro Dias (PSDB) como o escolhido por Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, e pelo próprio Serra, como candidato a vice na chapa do ex-governador de São Paulo.
A reação dos Demo foi imediata, colocando panos quentes na escolha. Ameaçaram romper uma aliança umbilical, chiaram a beça e, agora, acabo de verificar que a candidatura Álvaro Dias para vice foi para o vinagre, azedou.
O DEM quer e deverá mesmo apontar o vice de Serra.
A escolha se dará ainda hoje, último dia para realização de convenção para eleições de 03 outubro.
Enquanto Serra patina na pesquisa e na escolha do vice, Dilma sobe na preferência do eleitorado e faz campanha inteligente sobre suas propostas de governo.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Vinhas com chance
O vice-prefeito de Presidente Prudente, Marcos Vinhas (PT), oficializou sua candidatura a deputado estadual.
Além do apoio do prefeito Tupã, Vinhas é aposta do partido para mudar o cenário político na região.
A candidatura de Vinhas acirra a disputa na região entre PT e PSDB [vide Mauro Bragato].
Por outro lado, abre uma nova possibilidade para a região, caso consiga se eleger.
Hoje, além de vice-prefeito, Vinhas comanda a Macro do PT em Prudente.
Pode receber ainda apoio do ex-prefeito Agripino Lima, principal desafeto de Bragato.
Além do apoio do prefeito Tupã, Vinhas é aposta do partido para mudar o cenário político na região.
A candidatura de Vinhas acirra a disputa na região entre PT e PSDB [vide Mauro Bragato].
Por outro lado, abre uma nova possibilidade para a região, caso consiga se eleger.
Hoje, além de vice-prefeito, Vinhas comanda a Macro do PT em Prudente.
Pode receber ainda apoio do ex-prefeito Agripino Lima, principal desafeto de Bragato.
sábado, 26 de junho de 2010
Aifnal é R$ 40 ou R$ 50?
Todos os meios de comunicação de Venceslau repassaram no início da semana informação da Comissão da 34ª Faive (Feira Agropecuária e Industrial) de que a venda de pacote de ingressos a R$ 40,00 se encerraria neste sábado, 26, inclusive mencionando os postos de venda.
No entanto, a informação não se confirmou. Muitas pessoas procuraram neste sábado os postos e foram surpreendidas pelo preço cobrado, R$ 50,00, ao invés dos R$ 40,00 anunciados
Para minimizar a situação, o presidente da comissão pediu aos reclamantes que deixassem seus nomes com respectivo número do RG nos locais para efetuar a venda na segunda-feira com preço antigo.
É lamentável o ocorrido, visto que em feiras anteriores havia um grande estímulo dos membros da comissão para que as pessoas comprassem os pacotes para aproveitar o preço mais em conta, inclusive com o escritório da feira funcionando até final da tarde para que as pessoas que trabalham no sábado pudessem também ser atendidas.
Outra reclamação é em relação ao papel que serve de permanente e que sai das máquinas de cartão de crédito. Com código de barra para controlar o acesso, o papel é na verdade um recibo de cartão de crédito, muito fino e fácil de perder e molhar.
O visitante da feira precisará de muito cuidado para não ser surpreendido na hora de entrar para ver os shows pagos.
Lamentável.
No entanto, a informação não se confirmou. Muitas pessoas procuraram neste sábado os postos e foram surpreendidas pelo preço cobrado, R$ 50,00, ao invés dos R$ 40,00 anunciados
Para minimizar a situação, o presidente da comissão pediu aos reclamantes que deixassem seus nomes com respectivo número do RG nos locais para efetuar a venda na segunda-feira com preço antigo.
É lamentável o ocorrido, visto que em feiras anteriores havia um grande estímulo dos membros da comissão para que as pessoas comprassem os pacotes para aproveitar o preço mais em conta, inclusive com o escritório da feira funcionando até final da tarde para que as pessoas que trabalham no sábado pudessem também ser atendidas.
Outra reclamação é em relação ao papel que serve de permanente e que sai das máquinas de cartão de crédito. Com código de barra para controlar o acesso, o papel é na verdade um recibo de cartão de crédito, muito fino e fácil de perder e molhar.
O visitante da feira precisará de muito cuidado para não ser surpreendido na hora de entrar para ver os shows pagos.
Lamentável.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Temer em Prudente
O deputado e candidato a vice na chapa da petista Dilma Rousseff, Michel Temer (PMDB), estará neste domingo em Presidente Prudente.
Será recebido pelo ex-deputado Paulo Lima, do mesmo partido, e também por correligionários, entre eles, o professor Luiz Geraldo de Oliveira, amigo e companheiro dos tempos de Tietê.
Será recebido pelo ex-deputado Paulo Lima, do mesmo partido, e também por correligionários, entre eles, o professor Luiz Geraldo de Oliveira, amigo e companheiro dos tempos de Tietê.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Dilma vira
Pesquisa Ibope/CNI divulgada nesta quarta-feira aponta virada da petista Dilma Rousseff em cima do tucano José Serra: 40% a 35%.
E olha que, nos últimos dias, a exposição de Serra na mídia foi intensa.
Além de ocupar horário eleitoral do DEM, do PPS e do seu partido, Serra foi sabatinado na Folha, concedeu entrevista ao Roda Viva, na Cultura, e esteve viajando em compromissos no nordeste.
A campanha não começou, no entanto, para Dilma, o resultado não poderia ser melhor. Mérito para Lula, com certeza, mas a mineira também tem seu valor, afinal tem sido firme na defesa do governo e com discurso de avanço ao invés de continuísmo.
Em São Paulo, a expectativa é em relação ao crescimento de Mercadante.
O desgate tucano no Estado é visto em todos lugares e, principalmente, em relação ao funcionalismo público estadual.
E olha que, nos últimos dias, a exposição de Serra na mídia foi intensa.
Além de ocupar horário eleitoral do DEM, do PPS e do seu partido, Serra foi sabatinado na Folha, concedeu entrevista ao Roda Viva, na Cultura, e esteve viajando em compromissos no nordeste.
A campanha não começou, no entanto, para Dilma, o resultado não poderia ser melhor. Mérito para Lula, com certeza, mas a mineira também tem seu valor, afinal tem sido firme na defesa do governo e com discurso de avanço ao invés de continuísmo.
Em São Paulo, a expectativa é em relação ao crescimento de Mercadante.
O desgate tucano no Estado é visto em todos lugares e, principalmente, em relação ao funcionalismo público estadual.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Pela culatra
Quando governava São Paulo, José Serra, através da Secretaria de Estado da Saúde, fez uma pesquisa sofre a satisfação dos pacientes em relação ao atendimento pelo SUS (Sistema Único de Sáúde) nos hospitais paulistas.
Ontem, o Portal UOL trouxe, com exclusividade, o resultado da pesquisa, que aponta falhas no atendimento do SUS no Estado de São Paulo.
Foram obtidas 350 mil respostas, através de cartas e telefones, aos cidadãos atendidos em 2009 nas mais de 630 unidades que funcionam com recursos do SUS.
Entre os dados tabulados pela pesquisa, destacam-se estatísticas alarmantes, como demora de até 06 meses para fazer um procedimento de alta complexidade, não realização de anestesia raquidiana ou peridural nos trabalhos de parto, falta de vacinas nas unidade [19% dos pais disseram que seus filhos não tomaram nenhuma vacina ao nascer, contrariando as normas do Programa de Imunização do Estado de São Paulo, que prevê pelo menos a oferta de vacina contra a tuberculose].
Diante dessa quadro, fica a pergunta: O candidato Serra, tão preocupado com a Saúde, ex-ministro dessa área no governo FHC, faz propaganda enganosa ou boicota ações do governo federal para obter dividendos políticos?
Ontem, o Portal UOL trouxe, com exclusividade, o resultado da pesquisa, que aponta falhas no atendimento do SUS no Estado de São Paulo.
Foram obtidas 350 mil respostas, através de cartas e telefones, aos cidadãos atendidos em 2009 nas mais de 630 unidades que funcionam com recursos do SUS.
Entre os dados tabulados pela pesquisa, destacam-se estatísticas alarmantes, como demora de até 06 meses para fazer um procedimento de alta complexidade, não realização de anestesia raquidiana ou peridural nos trabalhos de parto, falta de vacinas nas unidade [19% dos pais disseram que seus filhos não tomaram nenhuma vacina ao nascer, contrariando as normas do Programa de Imunização do Estado de São Paulo, que prevê pelo menos a oferta de vacina contra a tuberculose].
Diante dessa quadro, fica a pergunta: O candidato Serra, tão preocupado com a Saúde, ex-ministro dessa área no governo FHC, faz propaganda enganosa ou boicota ações do governo federal para obter dividendos políticos?
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Estranhas relações
Em 2002, o jornal "Correio Brasiliense" publicou matéria acerca do envolvimento do então ministro da Saúde José Serra com os "arapongas" que frequentavam Brasília, entre os quais, o ex-delegado da Polícia Federal Onézimo Souza.
Veja a matéria abaixo:
O Ministério da Saúde, onde até 21 de fevereiro último despachava o candidato tucano à Presidência, José Serra, tem uma forte proximidade com escutas telefônicas — mas do outro lado balcão.
Serra, quando ainda ministro, autorizou a contratação por R$ 1,8 milhão da empresa carioca Fence Consultoria Empresarial, especialista em detectar escutas clandestinas. Só neste ano, a Fence recebeu do ministério R$ 226 mil, o que torna o órgão o maior cliente da empresa carioca dentro do governo.
Os valores recebidos pela Fence e sua própria existência acrescentam mais combustível ao dossiê que investigadores privados do PFL tentam montar para apontar o envolvimento de integrantes do governo em suposta escuta montada no escritório da empresa Lunus, de propriedade da governadora Roseana Sarney.
Atribui-se a um grampo clandestino o fato de a Polícia Federal ter sido alertada e descoberto que os cofres da Lunus guardavam R$ 1,34 milhão, que seriam usados na campanha da candidata do PFL à Presidência.
O dono da Fence, Enio Gomes Fontenelle, é um ex-coronel do Exército que por muitos anos trabalhou no extinto Serviço Nacional de Informação (SNI), órgão de investigação oficial durante a ditadura militar, que desapareceu para dar vez à Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Ex-chefe da área de comunicações do SNI, Fontenelle é um craque em espionagem eletrônica. Antigos agentes do SNI atribuem a Fontenelle a modernização do arsenal tecnológico da agência nos anos 80.
O coronel chegou a comandar um grupo que desenvolveu aparelhos de escutas com tecnologia nacional em substituição aos importados. Depois de aposentado, especializou-se em combater os grampos. Entre os clientes da Fence, estão o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a hidrelétrica de Itaipu. A empresa é respeitada no mercado pela competência tecnológica e discrição.
Nos últimos meses, Fontenelle esteve várias vezes no Ministério da Saúde, onde encontrou-se com Serra. Hoje, cerca de 600 telefones e ambientes (salas de reunião e gabinetes) são monitorados pela Fence no ministério.
A empresa rastreia, principalmente, a existência de grampos ou emissores de rádio clandestinos, com capacidade de transmitir conversas para um interceptador posicionado a até 100 metros de distância.
O coronel tem outro conhecido comum com Serra: o delegado da Polícia Federal Marcelo Itajiba. O delegado foi assessor do candidato tucano em Brasília. Mas, antes de desempenhar essa função burocrática, era chefe do Centro de Inteligência da PF, a mais produtiva instaladora de grampos legais a serviço do governo. No ministério, Itajiba montou uma mini-central de inteligência, que contou com a participação dos delegados da PF Onésimo e Hercídio.
Itajiba é da copa e cozinha do ex-ministro. Serra tentou, sem sucesso, fazê-lo diretor-geral da Polícia Federal, em 1999. Hoje, o delegado está no Rio, assim como Fontenelle. ‘‘Conheço o delegado, mas apenas de contatos superficiais’’, disse Fontenelle ao Correio.
Segundo a assessoria do ministério, o reforço no orçamento anual da Fence (que mal passava de R$ 100 mil) deveu-se ao temor de Serra de ser grampeado por representantes das indústrias de tabaco e de medicamentos, que tiveram interesses contrariados pelo ex-ministro.
Assessores do ex-ministro dizem que durante a campanha pela popularização dos remédios genéricos e contra o cigarro Serra amealhou muitos inimigos. Antes, a varredura (como é chamado o trabalho de localização de escutas) era mensal. Hoje, segundo informações da segurança do ministério, ela é semanal. Registre-se, porém, que as batalhas de Serra contra o fumo e contra os grandes laboratórios datam de dois anos atrás e hoje as relações estão pacificadas.
As investigações realizadas pelos arapongas do PFL sobre os autores do suposto grampo na sede da Lunus haviam apontado, primeiro, para a possibilidade de envolvimento de uma empresa de Brasília, a Interfort Sistemas de Segurança.
As suspeitas contra a Interfort deveram-se ao fato de José Heitor Nunes, gerente da empresa, ter estado várias vezes no Maranhão nas semanas que antecederam a invasão da Lunus.
O que o PFL desconhece é que o coronel Fontenelle (ex-integrante do SNI), o delegado Itajiba e Onésimo (ex-chefe da área de Inteligência da PF) e Nunes (dono de uma empresa que presta consultoria para PF na área de escutas) se conhecem.
Ex-militar do Exército, Nunes tem trânsito livre nos órgãos do governo dedicados a fazer investigação. Como consultor de segurança, Nunes dá aulas para os arapongas da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Durante sua militância empresarial e militar, conheceu Itajiba e o coronel Fontenelle. É ainda amigo do delegado Onésimo, que também trabalhou com Serra e hoje presta servivo à empresa ControlRisk, especialista em investigações e medidas de segurança.
OS DOSSIÊS E OS INVESTIGADOS
Ao que tudo indica, os agentes que se espalharam pelo país produziram vários dossiês diferentes. As primeiras informações sobre eles começaram a circular na semana seguinte à apreensão dos documentos e da bola de R$ 1,3 milhão no escritório da Lunus, da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e de seu marido, Jorge Murad.
Contra Lula e Roseana
O candidato do PPS à Presidência da República, Ciro Gomes, foi o primeiro a denunciar a existência de uma estrutura de arapongagem. Segundo ele, havia um grupo de 40 pessoas plantado em São Paulo para bisbilhotar a vida dos possíveis adversários do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Os principais alvos seriam, segundo Ciro, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Roseana Sarney, do PFL.
Sarney também se queixa
O senador José Sarney (PMDB-AP), pai de Roseana, obtém informações semelhantes. No mês passado, ele se queixou ao presidente Fernando Henrique Cardoso sobre essas suspeitas.
Dossiê para Garotinho
O governador do Rio e candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho, informa que foi procurado por um político do PSDB, a mando do deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ), que pretendia lhe passar um dossiê com denúncias contra Roseana Sarney.
Uma revista
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, também afirma ter tido acesso a um dossiê. Ele teria informações que embasariam reportagem de uma revista de circulação nacional.
Também contra Tasso
O governador do Ceará, Tasso Jereissati, que chegou a disputar com Serra a indicação do PSDB para ser candidato à Presidência, também foi investigado. Os arapongas ainda seguiram seu irmão, o empresário Carlos Jereissati. Ele é sócio do marido de Roseana, Jorge Murad, em um shopping center em Porto Alegre (RS).
Veja a matéria abaixo:
Na Saúde, Serra multiplicou gastos com empresa de ex-agente do SNI Luiz Alberto Weber
O Ministério da Saúde, onde até 21 de fevereiro último despachava o candidato tucano à Presidência, José Serra, tem uma forte proximidade com escutas telefônicas — mas do outro lado balcão.
Serra, quando ainda ministro, autorizou a contratação por R$ 1,8 milhão da empresa carioca Fence Consultoria Empresarial, especialista em detectar escutas clandestinas. Só neste ano, a Fence recebeu do ministério R$ 226 mil, o que torna o órgão o maior cliente da empresa carioca dentro do governo.
Os valores recebidos pela Fence e sua própria existência acrescentam mais combustível ao dossiê que investigadores privados do PFL tentam montar para apontar o envolvimento de integrantes do governo em suposta escuta montada no escritório da empresa Lunus, de propriedade da governadora Roseana Sarney.
Atribui-se a um grampo clandestino o fato de a Polícia Federal ter sido alertada e descoberto que os cofres da Lunus guardavam R$ 1,34 milhão, que seriam usados na campanha da candidata do PFL à Presidência.
O dono da Fence, Enio Gomes Fontenelle, é um ex-coronel do Exército que por muitos anos trabalhou no extinto Serviço Nacional de Informação (SNI), órgão de investigação oficial durante a ditadura militar, que desapareceu para dar vez à Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Ex-chefe da área de comunicações do SNI, Fontenelle é um craque em espionagem eletrônica. Antigos agentes do SNI atribuem a Fontenelle a modernização do arsenal tecnológico da agência nos anos 80.
O coronel chegou a comandar um grupo que desenvolveu aparelhos de escutas com tecnologia nacional em substituição aos importados. Depois de aposentado, especializou-se em combater os grampos. Entre os clientes da Fence, estão o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a hidrelétrica de Itaipu. A empresa é respeitada no mercado pela competência tecnológica e discrição.
Nos últimos meses, Fontenelle esteve várias vezes no Ministério da Saúde, onde encontrou-se com Serra. Hoje, cerca de 600 telefones e ambientes (salas de reunião e gabinetes) são monitorados pela Fence no ministério.
A empresa rastreia, principalmente, a existência de grampos ou emissores de rádio clandestinos, com capacidade de transmitir conversas para um interceptador posicionado a até 100 metros de distância.
O coronel tem outro conhecido comum com Serra: o delegado da Polícia Federal Marcelo Itajiba. O delegado foi assessor do candidato tucano em Brasília. Mas, antes de desempenhar essa função burocrática, era chefe do Centro de Inteligência da PF, a mais produtiva instaladora de grampos legais a serviço do governo. No ministério, Itajiba montou uma mini-central de inteligência, que contou com a participação dos delegados da PF Onésimo e Hercídio.
Itajiba é da copa e cozinha do ex-ministro. Serra tentou, sem sucesso, fazê-lo diretor-geral da Polícia Federal, em 1999. Hoje, o delegado está no Rio, assim como Fontenelle. ‘‘Conheço o delegado, mas apenas de contatos superficiais’’, disse Fontenelle ao Correio.
Segundo a assessoria do ministério, o reforço no orçamento anual da Fence (que mal passava de R$ 100 mil) deveu-se ao temor de Serra de ser grampeado por representantes das indústrias de tabaco e de medicamentos, que tiveram interesses contrariados pelo ex-ministro.
Assessores do ex-ministro dizem que durante a campanha pela popularização dos remédios genéricos e contra o cigarro Serra amealhou muitos inimigos. Antes, a varredura (como é chamado o trabalho de localização de escutas) era mensal. Hoje, segundo informações da segurança do ministério, ela é semanal. Registre-se, porém, que as batalhas de Serra contra o fumo e contra os grandes laboratórios datam de dois anos atrás e hoje as relações estão pacificadas.
As investigações realizadas pelos arapongas do PFL sobre os autores do suposto grampo na sede da Lunus haviam apontado, primeiro, para a possibilidade de envolvimento de uma empresa de Brasília, a Interfort Sistemas de Segurança.
As suspeitas contra a Interfort deveram-se ao fato de José Heitor Nunes, gerente da empresa, ter estado várias vezes no Maranhão nas semanas que antecederam a invasão da Lunus.
O que o PFL desconhece é que o coronel Fontenelle (ex-integrante do SNI), o delegado Itajiba e Onésimo (ex-chefe da área de Inteligência da PF) e Nunes (dono de uma empresa que presta consultoria para PF na área de escutas) se conhecem.
Ex-militar do Exército, Nunes tem trânsito livre nos órgãos do governo dedicados a fazer investigação. Como consultor de segurança, Nunes dá aulas para os arapongas da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Durante sua militância empresarial e militar, conheceu Itajiba e o coronel Fontenelle. É ainda amigo do delegado Onésimo, que também trabalhou com Serra e hoje presta servivo à empresa ControlRisk, especialista em investigações e medidas de segurança.
OS DOSSIÊS E OS INVESTIGADOS
Ao que tudo indica, os agentes que se espalharam pelo país produziram vários dossiês diferentes. As primeiras informações sobre eles começaram a circular na semana seguinte à apreensão dos documentos e da bola de R$ 1,3 milhão no escritório da Lunus, da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e de seu marido, Jorge Murad.
Contra Lula e Roseana
O candidato do PPS à Presidência da República, Ciro Gomes, foi o primeiro a denunciar a existência de uma estrutura de arapongagem. Segundo ele, havia um grupo de 40 pessoas plantado em São Paulo para bisbilhotar a vida dos possíveis adversários do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Os principais alvos seriam, segundo Ciro, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Roseana Sarney, do PFL.
Sarney também se queixa
O senador José Sarney (PMDB-AP), pai de Roseana, obtém informações semelhantes. No mês passado, ele se queixou ao presidente Fernando Henrique Cardoso sobre essas suspeitas.
Dossiê para Garotinho
O governador do Rio e candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho, informa que foi procurado por um político do PSDB, a mando do deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ), que pretendia lhe passar um dossiê com denúncias contra Roseana Sarney.
Uma revista
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, também afirma ter tido acesso a um dossiê. Ele teria informações que embasariam reportagem de uma revista de circulação nacional.
Também contra Tasso
O governador do Ceará, Tasso Jereissati, que chegou a disputar com Serra a indicação do PSDB para ser candidato à Presidência, também foi investigado. Os arapongas ainda seguiram seu irmão, o empresário Carlos Jereissati. Ele é sócio do marido de Roseana, Jorge Murad, em um shopping center em Porto Alegre (RS).
Assinar:
Postagens (Atom)