segunda-feira, 30 de abril de 2012

Sem comemoração no Dia do Trabalho

Estranhamente não foi divulgada qualquer programação em Venceslau para a celebrar o Dia do Trabalho, nesta terça-feira. Anos atrás, a data era lembrada com eventos culturais e esportivos.
Acho que a classe trabalhadora do município merece ser homenageada, uma vez que faz o crescimento da cidade em todas as esferas.
Se estiver errado, me corrijam.

Heroís

Música de minha autoria, com letra de Paulo Faraco. Arranjos: Naldo; Interpretação: Jamil
http://soundcloud.com/jamil-tannous-challouts/her-is-paulo-faraco-e-jamil

sábado, 28 de abril de 2012

Posse na AVL foi concorrida

Infelizmente não pude estar presente na posse dos novos membros da Academia Venceslauense de Letras, mas ouvi muitos elogios sobre o cerimonial, principalmente a intervenção da nova acadêmica, a atriz, cantora, dubladora, escritora Telma Costa.
Fico feliz pela escolha da Telma, uma amiga desde os tempos do IEE - fomos colega de classe na sexta série do ginasial - e que depois se mudou para o Rio de Janeiro para seguir carreira artística.
A Telma escolheu como patrono o escritor carioca, Nelson Rodrigues, uma justa homenagem a um personagem da vida cultural brasileira, cujas obras viraram cinema, peça de teatro etc.
Parabéns aos novos acadêmicos.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A vida é oca como a toca de um bebê sem cabeça

A frase acima é parte da letra de uma música do Caetano Veloso, mas inspira algumas reflexões. Talvez, a mais singular, é o fato é de que há um vazio escancarado sobre à mente humana. Como pode conceber que alguém ofereça carne humana dentro de salgadinhos?
O mais renomado psicanalista diria que a "mente" é um labirinto inimaginável. As pessoas agem ao extinto, podendo ou não ser influenciadas por outras mentes, submissas ou não, ou seriam mentes diabólicas como uma bomba a ponto de explodir?
Num mundo onde não há mais barreira e cibernético, a mente também se move, caminha em direção que transpõe a lógica e o raciocínio.
Por certo, os estudiosos no assunto estão se confrontando e questionando teses até então defendidas por eles próprios.
Imaginar é transpor o pensamento, mas não há como frear ações desmedidas e incomuns.
Ontem, meu filho, de 12 anos, mostrou-se receoso em ingerir carne. Pensei o que dizer a ele sobre o assunto, mas não tinha uma resposta apropriada para o momento. No subconsciente, a imagem da notícia sobre o canibalismo veio a tona. Fiquei receoso também e ingeri outra mistura que não fosse carne.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Invasões de terra vão continuar

A tão sonhada paz no campo está longe de acontecer, pelo menos na visão dos ruralistas. O presidente que representa a classe, Luiz Antonio Nabhan, diz que a lei sancionada nesta quinta-feira por Alckmin "não resolve o conflito fundiário" e as invasões de terra vão continuar.
Segundo ele, enquanto não for regularizada toda área considerada devoluta, as ações do MST não cessarão.
A contar pelas declarações de Nabhan, então o que assistimos nesta quinta em Venceslau, com a presença do nosso ilustre governador, foi uma encenação, ou melhor, um ato politico em tempos eleitorais?
Quando Paulo Egydio Martins comandou São Paulo, no final dos anos 70, foi dada oportunidade para regularização fundiária em áreas do Pontal. No entanto, a iniciativa não contou com adesão da maioria. O tempo passou, o MST surgiu, as invasões começaram e agora a necessidade de legalizar as áreas se tornou  bandeira contumaz dos ruralistas.
Foi dito e repetido exaustivamente nesta quinta-feira que a legalização vai trazer segurança jurídica para o produtor. Ora, essa afirmação parece soar discurso de palanque. Como poderá isso ocorrer, se ainda há ações discriminatórias na justiça questionando se as terras são mesmo devolutas?
De tudo que vi e ouvi hoje, concluo que os políticos continuam prometendo, fazendo leis inócuas e passageiras, de modo que estamos muito longe de resolver um problema que parece ter dois pesos e duas medidas.

Visita de Alckmin a PV fortalece apoio aos pecuaristas

A presença nesta quinta-feira de Geraldo Alckmin (PSDB) em Venceslau para sancionar a lei que regulariza áreas até 450 hectares na região é um sinal de fortalecimento do governo de São Paulo aos pecuaristas.
Região de conflito agrário desde o final dos anos 80 e início dos anos 90, a região do Pontal do Paranapanema se tornou palco de muitas ocupações de terra, principalmente na década passada e início deste novo milênio.
A presença de vários assentamentos é insuficiente para acalmar os que "lutam" pela reforma agrária. Parece uma causa sem fim, no entanto não se pode deixar de reconhecer que nos últimos anos as pressões dos movimentos ditos "sociais" diminuíram.
A dissidência do MST, tirando poder de José Rainha Júnior, seria uma das causas. Mas há outros componentes que explicariam que o movimento vem perdendo força nos últimos anos.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Juventude dos anos 80 se curte no Face

Venceslauenses que viveram sua juventude nos anos 80 agora tem um grupo [Anos 80 - A Festa] no Facebook.
Criado por Daniela Sanches, a proposta é  reunir a galera de Presidente Venceslau que viveu intensamente os inesquecíveis anos 80.
"Criei este grupo na intenção de nos falarmos sempre, mas principalmente de planejarmos nosso encontro, que a princípio está sendo cogitado para o mês de dezembro", explica Daniela.
O grupo já conta com cerca de 1 mil convidados e está organizando uma super-festa para o final de ano.
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Os anos 80 foram os melhores da minha vida. Um período em que vivencei a vida universitária, onde pude concluir o curso de jornalismo na UEL (Universidade Estadual de Londrina) e experimentar novos desafios. Foram anos efervecentes na minha formação cultural, com oportunidade de conhecimento e aperfeiçoamento profissional em todos os sentidos, inclusive na parte musical, minha grande paixão.
Vivi a juventude na década de 70, mas considero os anos 80 o período de grande transformação cultural e política. Havíamos saído da ditadura militar - os anos de chumbo - e estávamos experimentando a abertura política. Apesar da inflação galopante, da economia não estabilizada, os anos 80 foram um divisor de água para o país. Votamos pela primeira vez para presidente, os carros fabricados no Brasil, até então chamados de "carroça", sofreram uma transformação com a entrada dos importados. Na cultura, o país experimentou vários gêneros musicais, incorporando novos ritmos e sons, com ênfase para o rock produzido no país, a influência do "new wave", a MPB tocando nas FMs, com Milton e seus mil tons, a genialidade de Caetano Veloso, a versatilidade musical de Gil, os mineiros Lô Borges e Beto Guedes, o som baiano da Cor do Som, o rock apocalíptico de Raul Seixas, o som transformador dos nordestinos Alceu Valença, Fagner etc. Era um tempo em que "vivíamos e não tínhamos a vergonha de ser felizes", como na letra do samba de Gonzaguinha.